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Serra do Cercal / S. Luís

As vistas da serra sobre a costa são surpreendentes. Aproveite as primeiras horas da manhã ou o cair do dia para subir a S. Domingos, o ponto mais alto da Rota Vicentina!

Espécies raras e endémicas

As espécies de plantas raras e endémicas que surgem no caminho deste percurso e nas suas bermas são: Centaurea crocata, endemismo português, Centaurea vicentina, endémica do sudoeste português, Thymus villosus, endemismo ibérico e Bupleurum acutifolium, endémica da Serra do Cercal e S. Luís.

Esteva

Os matos são dominados pela esteva, bela e perfumada. Quando são jovens, estão fortemente impregnadas de uma substância pegajosa, o ládano, que a protege da perda de água nos meses secos. As suas enormes flores brancas duram apenas um dia e podem ser apreciadas nos meses de Abril e Maio.

Rocha de Água d'Alte

Sensivelmente a meio do percurso, fazendo um desvio de 600 m vai encontrar um local muito especial. Aventure-se por uma vereda estreita que desce até à base do rochedo e durante a estação húmida aprecie a queda de água. Não deixe lixo e preserve este local!

Caminho Histórico


 

Cercal do Alentejo » S. Luís

21 km

 
 
 

Esta é etapa mais montanhosa da Rota Vicentina, um percurso exigente em termos físicos, com subidas longas em terrenos duros e irregulares, mas em que terá a oportunidade de apreciar vistas deslumbrantes sobre a planície e o Atlântico, bem do topo da serra.

 



 
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Este percurso combina a verde placidez das pequenas quintas, as suas hortas e pomares, com um sentimento de progressivo abandono, à medida que vamos entrando na serra.

O fecho das minas de ferro e manganês do Cercal, depois de mais de 40 anos de laboração, deixou despojos que se cobrem de silvas e matos. As galerias das minas são agora refúgio de importantes colónias de morcegos, que trabalham para nós incansavelmente, toda a noite, em tarefas como o controlo de pragas de insectos e a dispersão de sementes. Cada morcego come o equivalente a 50% do seu peso em insectos numa única noite.

A serra proporciona momentos de puro deleite, pelas paisagens inesperadas, como a Rocha de Água d’Alte, pelas panorâmicas deslumbrantes sobre o litoral, pela flora única e rica, pela água subterrânea que aflora em variadas fontes, que alimentam pequenos regatos.

Os matos são dominados pela esteva, belíssima e perfumada. Mas há um certa desolação quando a serra aparece rasgada pelos socalcos dos eucaliptais, sob os quais um solo nu se expõe perigosamente às intempéries. Interessante é verificar como a flora nativa explode sempre que no eucaliptal uma aberta deixa espaço e luz disponíveis. Depois do Penedo, nem é preciso sair do caminho para contemplar algumas espécies muito raras, pois elas crescem no solo duro e seco que pisamos.

 

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Dicas


Uma etapa exigente

Para quem venha de Norte, a parte final desta etapa pode ser um pouco desgastante, e se estiver a chegar a S. Luís durante a hora do calor, a meio da tarde, poderá não obter as melhores vistas sobre o mar de Vila Nova de Milfontes, nem ter forças para subir a S. Domingos, o que acrescenta 1.5 km ao dia de caminhada.


 

Se puder, opte por fazer esta etapa começando em S. Luís, dessa forma não vai hesitar em subir até S. Domingos (o ponto mais alto da Rota Vicentina! – 329 m) e terá a luz da manhã para apreciar as vistas largas do topo da serra.

 
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Onde Começar

Cercal do Alentejo:

Na rotunda do Cercal do Alentejo, seguindo pela estrada asfaltada em direcção a Vila Nova de Milfontes, até encontrar indicações, para virar à esquerda.

S. Luís:

Junto à paragem de autocarros na N120 que atravessa S. Luís, em direcção à Igreja, onde encontra uma indicação.

Ficha Técnica

GRAU DE DIFICULDADE: ALGO DIFíCIL
EXTENSÃO: 21 KM
DURAÇÃO APROXIMADA: 7 HORAS
SUBIDA ACUMULADA: 467 M
DESCIDA ACUMULADA: 465 M
ALTITUDE MÁXIMA: 329 M
ALTITUDE MÍNIMA: 62 M
ÉPOCA ACONSELHADA:
SETEMBRO A JUNHO
 
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Avisos Importantes

Não irá encontrar qualquer ponto de abastecimento durante o percurso. Deve levar água (1.5 L mínimo) e mantimentos suficientes para uma caminhada que é das mais exigentes da Rota Vicentina.

 
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REGRAS E RECOMENDAÇÕES

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO
EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JEEP, ESTUDE ALTERNATIVAS
NÃO FAÇA FOGO
VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.
CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.
OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.
FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.
EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO
ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.
SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.
 




 

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