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Areais a perder de vista e falésias imponentes

As praias dos Aivados e do Malhão são os maiores areais da costa sudoeste a sul de Porto Covo. Ao chegar às Alturas do Norte a paisagem muda de condição e as praias dão lugar a falésias imponentes que a partir deste ponto até ao Cabo de S. Vicente conferem a personalidade a esta costa selvagem.

O 1º ninho de cegonhas na costa

Numa costa caracterizada pela presença assídua da Cegonha Branca que nidifica nas falésias, uma rocha isolada a sul da Praia do Malhão alberga o primeiro ninho de toda a costa. Ninguém poderá dizer que vive mais perto do mar! Permaneça em silêncio e evite movimentos bruscos.

Caminho não marcado!

Entre a Praia do Malhão e a Praia do Queimado, o caminho não está sinalizado. Siga pela pista larga que contorna o extenso cordão dunar. Em alternativa e apenas com maré vazia, poderá caminhar ao longo do areal.

Biscutella Vicentina

Uma das plantas que pode ser encontrada nesta etapa chama-se Biscutella vicentina. O seu nome deve-se ao facto dos seus frutos terem a forma de biscoitos e ser uma planta exclusiva da costa SW portuguesa. Ajude-nos a preservá-la!

Compreender a paisagem

Depois da última transgressão (subida do nível da água do mar e consequente invasão de áreas continentais) o mar recuou e formaram-se dunas de areia sobre as rochas mais antigas. Essa areia consolidou formando arenitos – dunas fósseis.

Trilho dos Pescadores


 

Porto Covo » Vila Nova de Milfontes

20 km

 
 
 

Esta é a etapa das praias, em que irá caminhar ao longo dos extensos areais das praias da Ilha do Pessegueiro, Aivados e Malhão e ainda descobrir pequenas enseadas desertas que o irão surpreender. É no entanto um percurso cansativo, dada a sua extensão e o piso sempre de areia.

 



 
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É absolutamente fantástica a diversidade de formas que as praias assumem apenas nesta etapa. Praias protegidas por rochas antigas, escuras, que resistem gloriosamente à erosão, formando falésias e ilhotas (a que os locais chamam palheirões). Praias como a dos Aivados, de calhaus rolados, arredondados pela erosão do mar.

Praias em que as dunas fósseis descem até ao mar deixando-se trabalhar por ele em rendilhados surpreendentes, como na praia do Faquir ou do Farol. Praias de areia, em suave transição desde o cordão dunar, como o Malhão. Praias com bicas de água doce, vinda da serra por caminhos subterrâneos, justificando o nome de Milfontes.

A biodiversidade das dunas é notável, mostrando todo o seu esplendor de Março a Junho, com uma profusão de cores, aromas e formas absolutamente espantosa. Estas plantas têm adaptações perfeitas para este meio hostil, com um solo pobre, mais de seis meses sem água e ventos fortes e salgados.

Mesmo plantas como o pinheiro, o alecrim ou a esteva, adquirem aqui formas diferentes e melhor adaptadas às condições severas. Algumas destas espécies são endémicas da costa sudoeste e não podem encontrar-se em mais nenhum local do mundo.

 

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Dicas


Abastecimento durante o percurso

- Ao km 3.5, na praia da Ilha do Pessegueiro

- Ao km 6.5, fazendo um desvio de 1.8 km até à Ribeira da Azenha

- Ao km 16, no Canal.


Encurte esta etapa

Termine a etapa no Canal (Porto das Barcas) e apanhe um táxi até Milfontes, reduzindo o percurso em 3 km.

 
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Onde Começar

Porto Covo:

No largo do Mercado, seguindo em direcção ao porto de pesca.

Vila Nova de Milfontes:

No Posto de Turismo da vila, descendo pela Rua Custódio Brás Pacheco em direcção ao rio.

Ficha Técnica

GRAU DE DIFICULDADE: DIFÍCIL
EXTENSÃO: 20 KM
DURAÇÃO APROXIMADA: 7 HORAS
SUBIDA ACUMULADA: 167 M
DESCIDA ACUMULADA: 149 M
ALTITUDE MÁXIMA: 51 M
ALTITUDE MÍNIMA: 1 M
ÉPOCA ACONSELHADA:
SETEMBRO A JUNHO
 
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Avisos Importantes

Caminho não marcado

Entre a praia do Queimado e a praia do Malhão, o caminho não está integralmente sinalizado, de maneira a acautelar os interesses dos proprietários e do projecto. Siga pela pista larga que contorna o extenso cordão dunar, ao largo das praias dos Aivados, Galé e Malhão, seguindo as instruções que encontra nas placas. Em alternativa e apenas com maré vazia, poderá caminhar ao longo do areal.

Uma etapa longa e cansativa!

Com 20 km e piso de areia, esta é uma etapa longa e cansativa, especialmente se vai iniciar a sua travessia precisamente por Porto Covo. Prepare-se bem e traga no mínimo 1.5 L de água.

 
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REGRAS E RECOMENDAÇÕES

NÚMERO MÁXIMO DE 20 PESSOAS POR GRUPO. PARA FAZER EXCLUSIVAMENTE A PÉ
É PROIBIDA A CIRCULAÇÃO DE VEÍCULOS NAS DUNAS
É PROIBIDO ACAMPAR EM TODO O TRILHO DOS PESCADORES, PROCURE OS PARQUES DE CAMPISMO
PERCURSO NÃO RECOMENDADO A PESSOAS COM VERTIGENS OU MEDO DE ALTURAS
AS ARRIBAS SÃO SISTEMAS EM PERMANENTE PROCESSO DE EROSÃO, O SEU PISOTEIO REPRESENTA PERIGO DE QUEDA
A MARCAÇÃO SEGUE OS TRILHOS SELECCIONADOS PARA UM MENOR IMPACTO NA NATUREZA, RESPEITE-OS
VÁRIAS ESPÉCIES DE AVES NIDIFICAM NAS FALÉSIAS, PROTEJA-AS DE QUALQUER PERTURBAÇÃO
A VEGETAÇÃO DAS FALÉSIAS CONTÉM ESPÉCIES RARAS, ENDÉMICAS E INFESTANTES. NÃO RECOLHA AMOSTRAS
AS FALÉSIAS APRESENTAM FORMAÇÕES ROCHOSAS E VESTÍGIOS ARQUEOLÓGICOS. NÃO RECOLHA AMOSTRAS
FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA, LEVE ÁGUA E MANTIMENTOS CONSIGO
NÃO FAÇA FOGO
NÃO DEIXE LIXO E AJUDE-NOS, TRAZENDO O QUE ENCONTRAR