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"S. Teotónio nã drome"

Assim diz o saber popular da dinâmica vila de S. Teotónio. Todos os anos em Julho tem lugar a Feira Antiga, onde se recriam saberes e viveres do passado e de dois em dois anos o mítico Festival dos Mastros, com a vila decorada de flores de papel, muitos bailaricos e um mês inteiro de festas!

Caminho alternativo

Em períodos de elevada precipitação, o troço entre Vale de Fecho e Vale de Alhos pode ficar bastante alagado devido à subida do caudal da Ribeira do Cerrado. Se fizer esta etapa na época das chuvas, estude o mapa e siga a dica que lhe deixamos em baixo.

Várzeas na paisagem

As várzeas são terrenos húmidos, planos e férteis, formados por partículas depositadas pelo rio nos dias de cheias. Ocupam portanto a zona chamada leito de cheia dos rios e ribeiros. No entanto, a mesma cheia que deposita em cada ano as partículas que enriquecem estes solos, pode destruí-los num dia só.

Cada estação, um sabor diferente

Vale a pena sentir o pulsar das estações e esta etapa é um excelente exemplo. Percorrer a Rota Vicentina no Outono e depois voltar na Primavera, quando as cores explodem, não é repetir um percurso, mas viver uma experiência completamente nova.

Duas regiões, uma caminhada

A chegada a S. Miguel e a passagem da ribeira de Seixe assinala um momento icónico desta travessia pelo Sw de Portugal. Alentejo e Algarve tocam-se precisamente aqui. Em Odeceixe escolha entre o Caminho Histórico e o Trilho dos Pescadores.

Caminho Histórico


 

S. Teotónio » Odeceixe

17 km

 
 
 

Este é um dia de caminhada memorável, em que irá percorrer trilhos inóspitos, cobertos de vegetação autóctone e bem preservada, descer a vales fundos e subir de novo às alturas da serra, apreciando a vista sobre o casario de Odeceixe e o mar. No final terá o Algarve à vista e ligação com o Trilho dos Pescadores.

 



 
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Vale a pena fazer este troço na Primavera, quando a violência das cheias já acalmou e a vida explode com todo o fulgor. Tanto junto às ribeiras como nos matos, a biodiversidade é absolutamente espantosa. Carqueja, orégão, estevinha, roselha, folhado, murta, urze, tojo, pilriteiro, aroeira ou trovisco são apenas alguns dos arbustos que abundam pelo percurso.

As aves respondem a esta diversidade enchendo o espaço com o seu canto e voos hábeis. As hortas e campos de cultivo ocupam as várzeas, terrenos planos, frescos e férteis, tão raros nesta paisagem de solos pobres e delgados.

As galerias ripícolas são fantásticas, com freixo, amieiro, carvalho-cerquinho, salgueiro e tamargueira. As folhas destas árvores são caducas, deixando a luz entrar na ribeira no Inverno e protegendo o habitat no Verão, com a sua sombra. Quando atravessar as ribeiras, repare nos orifícios escavados nas barreiras junto ao leito: são do rato-de-água, um simpático roedor que faz lembrar um pequeno castor, não só na forma do corpo como na agilidade em meio aquático.

No Outono vale a pena pedir aos habitantes das casas rurais para provar a fruta dos pomares. O sabor é único… Existem muitas variedades locais de frutos e legumes que estão agora a tentar salvar-se da extinção, por associações e autarquia.

 

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Dicas


Abastecimento durante o percurso

Ao km 14, na aldeia de S. Miguel.


Caminho Alternativo

Vindo de S. Teotónio, ao chegar junto à placa informativa de desvio, tome a pista da direita. De Odeceixe, ao encontrar a placa de aviso à beira da estrada, antes da Vale de Alhos, suba à sua esquerda. (siga as setas vermelhas)


 
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Onde Começar

S. Teotónio:

No largo da Igreja (Quintalão), seguindo em direcção ao cemitério, onde encontra uma indicação.

Odeceixe:

Na praça da vila, seguindo até à N120 e continuando junto à ribeira do lado sul, sem atravessar a ponte rodoviária.

Ficha Técnica

GRAU DE DIFICULDADE: ALGO DIFíCIL
EXTENSÃO: 17 KM
DURAÇÃO APROXIMADA: 6 HORAS
SUBIDA ACUMULADA: 246 M
DESCIDA ACUMULADA: 402 M
ALTITUDE MÁXIMA: 203 M
ALTITUDE MÍNIMA: 11 M
ÉPOCA ACONSELHADA:
SETEMBRO A JUNHO
 
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Avisos Importantes

Marcação alternativa à saída S. Teotónio

Logo à saída de S. Teotónio, pouco depois de entrar no caminho de terra (ou à chegada, se vier de sul), o caminho está marcado de forma alternativa de maneira a acautelar os interesses dos proprietários e do projecto. O caminho é linear e os principais cruzamentos estão assinalados com montes de pedras. Já no planalto irá reencontrar a marcação tradicional de Grande Rota. (leve um mapa ou o track GPS)

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Durante o Inverno e períodos de elevada precipitação

1. O troço entre Vale de Fecho e Vale de Alhos (do km 2.8 ao km 11.5 N-S) pode ficar bastante alagado, devido à subida do caudal da Ribeira do Cerrado. Nestas ocasiões, tome atenção à sinalética e opte pelo caminho alternativo, evitando o troço em questão.

Vindo de S. Teotónio, ao chegar junto à placa informativa de desvio, tome a pista da direita. De Odeceixe, ao encontrar a placa de aviso à beira da estrada, antes da Vale de Alhos, suba à sua esquerda.

 Descarregue o track em GPX ou KMZ.

2. O troço entre S. Miguel e Odeceixe pode ficar bastante alagado junto à ponte de madeira sobre a ribeira de Seixe, devido à subida do caudal. Nestas ocasiões termine a sua caminhada na aldeia de S. Miguel, ou siga pela estrada até Odeceixe.

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REGRAS E RECOMENDAÇÕES

A CIRCULAÇÃO DE VIATURAS MOTORIZADAS COLOCA OS CAMINHANTES EM RISCO
EVITE FAZER O CAMINHO HISTÓRICO DE MOTO OU JEEP, ESTUDE ALTERNATIVAS
NÃO FAÇA FOGO
VÁRIAS QUINTAS E REBANHOS SÃO PROTEGIDOS POR CÃES, CIRCULE COM PRECAUÇÃO.
CUIDADO COM O GADO. EMBORA MANSO, NÃO GOSTA DA APROXIMAÇÃO DE ESTRANHOS ÀS SUAS CRIAS.
OS CAMINHOS ATRAVESSAM PROPRIEDADES PRIVADAS, RESPEITE-AS E FECHE SEMPRE PORTÕES E CANCELAS.
FRACO APOIO DE SERVIÇOS TURÍSTICOS AO LONGO DA ETAPA. LEVE SEMPRE ÁGUA E MANTIMENTOS.
EM ALGUMAS SITUAÇÕES TERÁ QUE ATRAVESSAR ESTRADAS ASFALTADAS, TENHA ATENÇÃO
ENCONTRARÁ VÁRIOS LOCAIS IDEAIS PARA UM PIQUENIQUE, CARREGUE SEMPRE O LIXO CONSIGO.
SEJA AFÁVEL COM OS LOCAIS, APRESENTE O SEU PROPÓSITO E APROVEITE PARA PARTILHAR EXPERIÊNCIAS.