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Costa Alentejana e Vicentina

Situada no Sw de Portugal, a Costa Alentejana e Vicentina é a mais bela e bem preservada zona costeira do sul da Europa. Uma pérola guardada por gentes locais e por valores naturais surpreendentes que apaixona cada vez mais amantes da natureza e do turismo activo e sustentável.

Variedade de habitats e uma biodiversidade notável

No Sw de Portugal podem explorar-se as rochas deixadas a descoberto na maré vazia, as falésias, as dunas, a foz dos rios e ribeiros, os planaltos costeiros, os charcos temporários, os vales encaixados, os ribeiros de água límpida, as florestas de pinheiros e sobreiros, mas também os ambientes modificados pelo Homem mas onde biodiversidade é notável, como os montados, os prados, os pomares ou os olivais.

Uma terra de curiosos e aventureiros desde a Pré-história

A história do Sw funde-se com a sua geografia, e foi a sua qualidade de território periférico e fronteiriço que determinou a sua evolução e a forma com que este chegou à actualidade. Habitado desde a Pré-história e a Proto-história, este território manteve o interesse de populações, curiosos e aventureiros.

A Região Sw


São 110 km de costa selvagem e cerca de 75 mil hectares de área protegida, inseridos no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, constituído por um conjunto variado de habitats, alguns deles ainda pouco alterados, onde ocorrem diversas espécies de plantas endémicas e um grande número de espécies animais, com destaque para os anfíbios, aves e fauna marinha.

Unida por duas regiões portuguesas de particular beleza, esta costa alia o romantismo e tranquilidade do Alentejo com a única faixa litoral do Algarve verdadeiramente genuína e selvagem. Natureza, ruralidade, autenticidade e um clima ameno, temperado por mais de 300 dias de sol por ano, fazem desta região um destino imperdível para os amantes do turismo de natureza.

 

Como chegar

A região fica situada entre Lisboa e o Algarve. Estando servida pelos aeroportos de Lisboa e Faro, é possível chegar às principais localidades do Sw, de carro, autocarro e comboio.

O acesso até Sines ou Aljezur, é feito através de autoestradas ou vias rápidas e os percursos dentro da região por estradas secundárias e algo sinuosas, caracterizadas pela beleza da paisagem.

Se pretende dispensar o carro ao caminhar na Rota Vicentina, pode chegar de comboio ou autocarro e contar com o serviço de táxis ou transferes, garantidos por alguns prestadores turísticos.

Se preferir combinar dias de caminhada com outros em que pretenda percorrer maiores distâncias, sugerimos que venha de carro, já que a rede local de transportes públicos não dá resposta à maioria das situações.

De Avião

A região é servida pelos aeroportos de Lisboa e Faro. O aeroporto de Lisboa é ideal para chegar à zona norte da região e o de Faro para a zona sul, embora as opções de transporte e as acessibilidades a partir de Lisboa sejam mais flexíveis e abrangentes. É possível voar para Lisboa e Faro das principais capitais Europeias.

Madrid – Faro: 1h00 Londres – Faro: 2h30 Berlim – Lisboa: 3h25 Copenhaga – Lisboa: 3h45

De Carro

Europcar

De Lisboa

A partir de Lisboa, siga pela A2/A12 ou IC1 na direcção Sul/Algarve. Existem várias alternativas, sendo que nenhuma delas se destaca em nº de km ou tempo de percurso. Escolha entre:

Rota nº1
Ao km 104 da A2 entre no IP8 em direcção a Sines. No IC1, em Grândola, apanhe o mesmo desvio. Siga as indicações Odemira e Porto Covo. Esta será uma boa opção para chegar a Santiago do Cacém, Sines, Porto Covo e Milfontes.

Rota nº 2
Da A2, tome a saída "Beja/Ferreira", por volta do km 119 da A2, entrando no IC1, seguindo na direcção "Algarve/Ourique". No IC1, tem a opção de sair em direcção a "Santiago do Cacém/Sines", tomar a saída "Alvalade / Cercal / Lagos", ideal se pretende ir até ao Cercal, S. Luís e Vila Nova de Milfontes, ou a saída "Odemira / OESTE". Ao chegar a Odemira estará na N120, que atravessa todas as localidades do Sw, por onde passa a Rota Vicentina: Cercal, S. Luís, Odemira, S. Teotónio, Odeceixe, Aljezur, etc.

De Faro

Siga pela A22 ou N125 até Lagos/Bensafrim.

Aljezur/Odeceixe
Em Lagos/Bensafrim, entre na N120 com ligação a Aljezur, Odeceixe, S. Teotónio, Odemira, S. Luís, Cercal e Santiago do Cacém. Em Odemira tome o desvio nas Portas de Transval – direcção Almograve, Vila Nova de Milfontes e Porto Covo.

Sagres/Vila do Bispo/Carrapateira
De Lagos continue na N125 até Vila do Bispo, de onde poderá seguir para sul em direcção a Sagres e Cabo de S. Vicente, ou para norte, rumo à Carrapateira, Bordeira e Aljezur.

Algumas Distâncias

Lisboa – Sines: 165 km
Lisboa – Odemira: 202 km
Porto – Odemira: 478 km
Faro – Odemira: 149 km
Lisboa – Aljezur: 244 km
Faro – Aljezur: 108 km

Ver tabela de distâncias na região

De Comboio

É sem dúvida o meio de transporte mais ecológico, eficiente e confortável para chegar ao Sw, tendo a desvantagem de ficar um pouco longe da costa. Aproveite para ficar uma ou mais noites perto da Barragem de Santa Clara e comece a sua travessia pelo lado menos conhecido da região.

De Lisboa

Partida de Lisboa-Entrecampos ou Lisboa-Oriente em direcção a Ermidas-Sado (+/- 1h30m), Funcheira (+/- 1h50m) ou Santa Clara-Sabóia (+/- 2h15m), 3 vezes por dia entre as 10h e as 17h. Ver horários.

De Faro

Partidas de Faro em direcção a Lagos (+/- 1h45), 9 vezes por dia entre as 7h e as 20h, de onde deverá apanhar um autocarro para o destino escolhido. Ver horários.

Partidas de Faro em direcção a Santa Clara-Sabóia (+/- 1h), Funcheira (+/- 1h45) e Ermidas-Sado (+/- 2h), 4 vezes por dia entre as 7h e as 17:40h. Ver horários.

Da estação ao litoral

A estação ferroviária de Ermidas-Sado está a 30 km de Santiago do Cacém, Funcheira a 36 km de Odemira e Santa Clara-Sabóia a 27 km S. Teotónio. (Ver tabela de distâncias na região)

Para a deslocação até ao litoral, poderá optar entre um dos nossos táxis parceiros (+/- 1€/km), serviço de transfere prestado pelo alojamento escolhido, ou pela Rodoviária do Alentejo, durante a semana, de Segunda a Sexta (ver horários entre Santa Clara-a-Velha / Sabóia e Odemira e entre Ermidas e Santiago do Cacém).

De Autocarro

Esta é a forma mais directa de chegar a qualquer ponto da Rota Vicentina. A Rede Expressos tem autocarros confortáveis e com wi-fi gratuito, sendo a única desvantagem percorrer alguns km de estradas sinuosas e despender mais 1-2 horas do que em carro próprio.

De Lisboa

Partida de Sete Rios em direcção a qualquer uma das principais localidades da região (Santiago do Cacém – 2h20; Porto Covo – 3h; S. Teotónio – 4h20m ou Aljezur – 5h). Conforme o destino escolhido há várias horários disponíveis e todas as carreiras têm paragem nas principais localidades do Sw, começando por Santiago do Cacém, onde tem início o Caminho Histórico, ou Porto Covo, onde tem início o Trilho dos Pescadores - a norte. Escolha o seu local de partida e o seu destino e programe a sua viagem. Ver horários.

De Faro

Partidas entre as 8h00 e as 17h25 em direcção a Lagos (2h10), pela EVA Transportes. De Lagos, ligações nacionais com a Rede Expressos e locais (EVA Transportes), para o Cabo de S. Vicente, Sagres e Vila do Bispo, Aljezur, Rogil e Odeceixe. Ver horários.

Na Região

A forma mais eficiente para realizar transferes de passageiros e bagagens, ou mesmo entre o aeroporto e qualquer localidade da Rota Vicentina é através dos nossos táxis parceiros. Consulte a Tabela de Distâncias Rota Vicentina para obter uma estimativa do custo do serviço e entre em contacto directo com os nossos táxis parceiros.

A Rodoviária do Alentejo oferece ligações entre Odeceixe e Santiago do Cacém e a EVA Transportes, ligações entre Lagos e Odeceixe. Em alternativa conte com com a Rede Expressos, aproveitando as ligações de longo curso para se deslocar entre duas localidades.

Algumas ligações úteis:

Rodoviária do Alentejo
Linha 8923: Odeceixe – Santiago do Cacém
Linha 8942: Odeceixe – Santiago do Cacém
Linha 8077: Cercal do Alentejo – Sines
Linha 8214: Sines – Vila Nova de Milfontes
Linha 8928: Santa Clara-a-Velha/Sabóia – Odemira
EVA Transportes
Odeceixe – Lagos
Lagos – Sagres
Sagres – Cabo de S. Vicente

Nota: algumas destas ligações estão apenas disponíveis de Segunda a Sexta-feira.


Características Naturais

Quem chega ao Sw de Portugal pelo mar, encontra uma falésia elevada, de rocha muito antiga, escura na costa alentejana (xisto e grauvaque) e clara na costa algarvia (calcário). Sobre esta rocha do planalto costeiro, descansa uma fina camada de sedimentos, repleta de habitats e espécies singulares.

Os rios e ribeiros rasgam este planalto com vales profundos, cujas encostas mostram matagais mediterrânicos quase intocados. Continuando para o interior, chega-se às serras, rugas de rocha formadas nos choques continentais. As florestas de carvalhos e pinheiros e os afloramentos rochosos dominam a serra, povoada por grandes rapinas e carnívoros de hábitos noturnos.

O Sw de Portugal tem um dos melhores climas do mundo, e há milhares de anos que assim é... a prová-lo está o facto de esta região ter sido um refúgio para muitas espécies da flora e da fauna, durante as últimas glaciações. Muitas dessas espécies ficaram por cá até hoje, estando as populações mais próximas a centenas de km de distância. Também se encontram no Sw português muitas espécies endémicas, ou seja, que não ocorrem em nenhum outro sítio do mundo.

Os Invernos são breves e nunca são muito frios, mas oferecem a chuva suficiente para fecundar a terra para os nove meses em que o Sol é rei. A harmonia em que por cá viveram a natureza e o Homem, desde a pré-história, reflete-se em habitats plenos de diversidade.

Podem explorar-se as rochas deixadas a descoberto na maré vazia (com estrelas-do-mar, ouriços, perceves e búzios...), as falésias (onde nidificam cegonhas, falcões, andorinhões, gralhas, rabirruivos…), as dunas (com plantas raras e endémicas, outras aromáticas e medicinais…), a foz dos rios e ribeiros (onde se reproduzem peixes, moluscos e crustáceos), os planaltos costeiros (onde se observam as migrações de milhares de aves no Outono, incluindo as grandes planadoras), os charcos temporários (onde vivem crustáceos pré-históricos e quase todos os anfíbios que ocorrem em Portugal), os vales encaixados (com carvalho português, lianas e arbustos de bagas coloridas), os ribeiros de água límpida (onde a lontra é rainha), as florestas de pinheiros e sobreiros (onde abundam javalis e se podem colher cogumelos e espargos bravos), mas também os ambientes modificados pelo Homem mas onde biodiversidade é notável – os montados, os prados, os pomares, os olivais...



 

Clima

Os meses de Setembro a Junho são os recomendados para percorrer a Rota Vicentina. O Sw de Portugal tem um clima mediterrânico com forte influência atlântica, garantindo temperaturas amenas ao longo de todo o ano.

• Toda a época de Verão e em particular os meses de Julho e Agosto, quando está maior calor, não é a época aconselhada para caminhar.

• Os meses de Outono são geralmente muito amenos, com agradáveis temperaturas no mar e uma diminuição drástica na intensidade do vento.

• No Inverno as temperaturas não descem abaixo dos 11º C durante o dia, sendo geralmente o período mais chuvoso do ano.

• A partir de Março os dias solarengos intercalam com dias de aguaceiros e as temperaturas começam a subir. A paisagem renascida e a intensidade das cores e dos aromas, fazem da Primavera uma das melhores épocas do ano para visitar a região.

Contexto Histórico e Social

A história do Sw funde-se com a sua geografia, e foi a sua qualidade de território periférico e fronteiriço que determinou a sua evolução e a forma com que este chegou à actualidade. Habitado desde a Pré-história e a Proto-história, este território manteve o interesse de populações, curiosos e aventureiros.

Pertencem no entanto ao período romano os mais relevantes vestígios arqueológicos, sendo dessa época as ruínas de Miróbriga, cidade relacionada com os Célticos, e os vestígios dos portos de Sines, Pessegueiro, Milfontes e Odemira.

Quando, no século XIII, todo este território foi incluído no novo reino de Portugal, o povoamento tinha-se focado longe do litoral, mas ressurgiu então a tendência para a aproximação do mar. Assim, sob o patrocínio da coroa e com a intervenção dos poderes regional (Ordem de Santiago) e local (os homens-bons dos concelhos), nascem as vilas de Sines e Milfontes, em dois pontos favoráveis da costa. Contudo, as investidas de corsários magrebinos vieram dificultar o seu desenvolvimento, afectando a segurança da navegação e das populações ribeirinhas.

De novo, os portos assumiram papel crucial na vida das populações, garantindo pescado para as mesas e para o comércio de exportação dos produtos regionais. O rio Mira, atravessando um território tão vasto, permitia às embarcações chegar ao interior, o que lhe conferiu papel de destaque na história do Sudoeste e atribuiu à vila de Odemira o papel de centro polarizador.

Perto do mar, as populações tendiam a ter um modo de vida “anfíbio”, cultivando a maior parte do tempo e pescando quando o mar deixava. Mais para o interior, a agricultura e a pecuária ocupavam a quase totalidade dos braços. Nesta região escassamente povoada, as vastas terras incultas propiciavam a pastorícia, a apicultura, a lenha, a cortiça e a madeira. Naturalmente existiam outras necessidades, por isso, havia sapateiros, ferreiros, abegões… e uma pequena indústria familiar de tecelagem, baseada na cultura do linho, que ocupava os tempos livres.

A vida era determinada pelo ciclo da natureza e pelo calendário agrícola, no trabalho, na festa e na religião. As festas solsticiais de fins de Junho, por exemplo, com os seus banhos santos, os seus mastros, as suas fogueiras, repetiam anualmente antigos rituais naturalísticos, que o Cristianismo, ao longo dos tempos, foi absorvendo.